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Mãe-Galinha

Este post tem palavrões

Rita, 23.02.07
Chegadas as férias, mesmo que minis, como estas do carnaval, é ver-me lavar mochilas e sacos e estojos, limpar muito bem os livros da escola e coser meias.
Sou uma tipa tão lavadinha que uma vez um médico chegou a achar que eu tinha uma psicose. Mas não tenho; eu não gosto é de lixo e também me aborreço um bocado com a desarrumação (já estive pior, que agora ando a tomar umas drogas que me adormecem algumas manias).

O que eu não contava era com esta chuva que não nos larga mas que tem feito medrar mas que muito a salsa e os coentros da horta. Ontem à noite não tive alternativa



e enquanto as sapatilhas secavam, só eu, com a minha paciência (que sim, tenho) e a nossa falta de dinheiro (acho que já nem saberia viver com sobras ao fim do mês...),para coser meias de ballet.



Depois deu-me fome e era tarde e de repente dei por mim a rogar as piores pragas ao meu marido. Era meia-noite e meia, eu estava a comer na cozinha e de repente chegou-me a água aos pés. A máquina da roupa estava a lavar-me o chão e não a roupa e havia espuma por todo o lado. Desliguei a máquina, limpei mais de dez litros de água do chão e pus-me à cata do problema. Quando dei com a simplicidade da coisa, fervilharam-se-me as entranhas e saíu-me entredentes:

- ai a puta do caralho do homem com a mania de que o tubo só pode estar enfiado não sei quantos centímetros senão a água regurgita ... (não fosse este um blogue sério, duma mãe séria dumas filhas lindas e que são a coisa mais pura do mundo, eu dizia-vos o que é que o tubo mal enfiado me fazia lembrar...)

Só não lhe telefonei a desancá-lo porque é preciso que ele trabalhe a horas para dar de comer a esta gente toda. Que eu não estou para passar o resto da vida a coser meias de licra.
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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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