Terça-feira, 3 de Junho de 2014
Junho!

Mal posso esperar que termine este ano letivo e é por isso que exclamo Junho no título.

Este mês também tem outras coisas boas (algumas são surpresas que não posso desvendar). Outras já passaram e ainda o mês vai no princípio.

De registar - a experiência RR que as Marias contam, de certeza, muito melhor do que eu. (Até porque ainda não me recompus das duas horas de sono a que tive direito - Há o "ir" ao RR e o ir ao RR saindo de Aveiro às 14h e e regressando no final do concerto)

 

(a foto que diz tudo - a expressão de felicidade é comovente. As mãos da Inês e da amiga A, à frente da cara, não foram de propósito!)

 

Outras coisas

- há exatamente uma semana a Inês aterrou de costas no chão, o que obrigou a uma viagem de ambulância e a 4 dias de atestado (e a um grande susto até conseguir mexer as pernas)

- o Sebastião está inscrito no 1º ano - quero o meu bebé de volta

- o passatempo do iogurte terminou, sem grande adesão da vossa parte. Logo que possível dou notícias. 


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Rita às 15:41
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2014
M22/94

Coisas que os teus irmãos continuam a fazer na tua ausência.

(campeonatos de contagem de amoras dos iogurtes auchan)



Rita às 15:42
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M21/94

Deixar de comer chocolates à noite.

 

 

E comer esta compota às colheradas.

(Carla Alves, a alimentar a minha gula desde o início do século)



Rita às 15:15
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Quarta-feira, 12 de Março de 2014
M19/94

12 de Março - dois meses.

As gavetas do teu quarto estão todas desarrumadas. Ontem até fugi, para não gritar, quando procurei uns collants para a Carminho.

Nem te falo das prateleiras do armário...

Tenho gerido bem as saudades emocionais. Tenho saudades, claro, imensas, mas sei que estares aí é uma oportunidade única de crescimento e aprendizagem. Calculo que vivas esta reta final com um sentimento duplo - a pressa do regresso e a vontade de ficar (falta menos de um mês e daqui a 13 dias tens aí a Marta). Aproveita bem (e o conselho do costume - tem juízo).

As saudades não só só as da alma. Eu também tenho saudades práticas. Saudades da tua ordem - as gavetas imaculadamente arrumadas (por cores!) as toalhas sempre no sítio, a mesa posta com preceito, as mantas do sofá dobradas. E a ordem emocional - falta-me o teu tem calma, mãe*

para por água na fervura nos dias menos bons. 

Entretanto, a primavera está a chegar. Por muito chuvoso que tenha sido o inverno, estes primeiros dias de calor dão cabo de mim. E isso também não é nada bom para as saudades.

 

(Já escrevi tanto sobre os males da primavera)

 

 

* A Inês vai tentando o calma flor, ou o senta aqui jovem mas nessas alturas só me dá é vontade de rir. Rir é uma forma de acalmar, acho.



Rita às 18:30
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M18/94

Maria João by Maria João

 

Gosto muito do trabalho da Maria João, admiro-lhe a força e já devia ter partilhado este link há muito tempo.

 

No trabalho da MJoão gosto particularmente de sentir a expressão dos rostos sem aquela ligação emocional que acontece quando a família fotografa a família (não sou fotografa, não sei explicar melhor). Mesmo as fotos da filha dela parecem quase sempre depojadas de cordão umbilical (isto é um elogio).

Devem existir centenas de fotografias vossas tiradas pela MJoão. Da Inês em maior quantidade, de certeza. Aquela relação com a MM fala muito alto e é muito bom quando os amigos dos filhos nos trazem a nós estas empatias. 

 

https://www.behance.net/MJGala



Rita às 13:10
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Segunda-feira, 3 de Março de 2014
M17/94

Nunca me hei-de esquecer do dia em que fui chamada à tua escola por ter escrito este post.

Por muito que o momento me tivesse marcado, mas porque não quis dar importância a quem a não merecia, não escrevi sobre esse facto.

Mas hoje é o dia.

Em resumo, um diretor de turma, revendo-se na possibilidade da proposta de demissão por incumprimento, convocou-me para uma reunião. (Em bom português, enfiou o barrete e serviu-lhe à justa).

Sem saber do motivo da convocatória, angustiei-me um bocadinho e lá fui.

Eis senão quando a pessoa em causa começa a manifestar o seu desagarado pelo que escrevi, que nem sabia que eu tinha um blogue mas que alguém lhe foi dizer que eu tinha escrito isto e aquilo, que se eu não gostava do diretor de turma o problema era meu e mais uma série de disparates. (- E quem é que lhe falou no MEU blogue onde EU escrevo o que EU quero? - Ah! Isso não lhe digo... - Aqui tive a certeza da surrealidade do momento) 

Só me ocorreu:

- nunca, mas nunca mais me chame à escola para tratar de assuntos que não são da escola. 

Cheguei a casa e disse-te (lembro-me tão bem): "Tinhas razão. Demissão por incumprimento e já"

 

Lembrei-me deste episódio porque continuamos com problemas com aquela pessoa que já te deu aulas e que agora dá aulas a uma das tuas irmãs.

(Repara no esforço que estou a fazer desde o início deste texto para não utilizar o género no sujeito)

Eu até tinha a pessoa em boa conta. Tu gostavas dela, dizias que ensinava bem, não me lembro de nada digno de registo (parece-me até que eu era representante dos pais da turma e não me lembro de haver questões com aquelas disciplinas).

Passaram alguns anos, os programas mudaram, a pessoa envelheceu. E coitada, não está nada bem. 

Compara a tua irmã contigo (a tua irmã Maria era muito melhor do que tu), não escreve sumários, não permite que os miúdos coloquem dúvidas, aplica testes com matéria que não deu - deduzo que os testes sejam feitos pelo grupo da disciplina - , entre outras coisas. 

E o que é que se faz numa situação destas (quando se sabe da dificuldade de afastar um professor de uma turma)? Muda-se a miúda de turma, claro! O problema é que a miúda está no ensino articulado e só há uma turma desse regime. 

Vamos a meio do ano e a situação não melhora. Ontem recebi um email que resume uma sessão de CT. Talvez esteja a cometer um desvio na proteção de dados ao transcrever excertos dessa mensagem mas o benefício da partilha será, de certeza, maior do que o risco. Este excerto, com sublinhados meus, demonsta, por meio de um exemplo que, infelizmente, nos afeta, um bocadinho do que se passa nas escolas públicas:

 

"(...) Quanto à disciplina de (...) apresentámos (os representantes dos pais) a preocupação de não se realizar trabalho experimental e, também, dos alunos sentirem que não têm oportunidade de participar e colocar dúvidas. (O professor) explicou que existem dificuldades em realizar experiências em sala de aula devido ao grande número de alunos, diminuição de tempo lectivo da disciplina e ausência de um segundo professor; afirma que os alunos foram esclarecidos que não podem colocar muitas dúvidas porque estão atrasados na matéria a lecionar.  Solicitámos (os representantes dos pais) que fossem realizados registos escritos das matérias lecionadas porque isso ajudaria os alunos e os pais/encarregados de educação a compreender o que é mais importante. (O professor) afirma que se recusa a fazer resumos da matéria, que a matéria está no livro (...) 

Quanto à disciplina de (...) expressámos a preocupação dos alunos dizerem que apenas alguns participam e que se sentem pouco seguros em participar. (O professor) respondeu que (...)  não tem tempo para que todos participem porque tem que dar a matéria.

(O mesmo professor) referiu que muitas vezes os alunos não fazem os TPC. A DT inquiriu se registava isso nas cadernetas para os pais saberem e estarem alerta. Respondeu que não tem tempo para estar sempre a fazer registos na caderneta (porque tem que dar a matéria)."

 

O que é que se faz com isto? (não tenho respostas, estou cansada e apetece-me resignar à evidência)

 

Felizmente há os outros. Os que nos/vos fazem acreditar que a escola vale a pena. Os que sabem ensinar motivando, os que fazem da escola a vossa segunda casa, os que vos ensinam a voar. São poucos, mas valem mais do que todos os outros.



Rita às 10:31
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M16/94

 

Não dei pelo mês de Fevereiro passar. (E pensei que seria o mês em que mais me custaria a tua ausência)

Aconteceu tudo muito intensamente e muito depressa - vivemos os últimos tempo dentro do lago. Foram muitos dias e horas de ensaios, muitos nervos, muito cansaço. 

 

Às vezes não sei como, tão pequenos, aguentam estes ritmos. Não me refiro ao ritmo do fim de semana do espetáculo, esse até eu aguento, com tanta adrenalina! Falo do ritmo da vida do dia a dia - escola, conservatório, ballet, ballet, ballet. Casa, estudar, treinar, dormir, recomeçar. A culpa, se calhar, é um bocadinho minha que nunca me calei (nem calarei) com o "nada se consegue sem esforço" e que fomento a mente sã em corpo são. Não estranhamente, as notas da Inês ressentiram-se neste último mês e meio - dançou muito. Não estranhamente, as da Carmo melhoraram bastante - estudou muito mais. E está muito mais segura e feliz. A mudança ajudou. Durante as muitas horas em vi os teus irmãos em cima do palco, tive tempo de recordar as nossas angústias do verão passado quando foi preciso pensar em mudar de escola. E afinal foi tão fácil - vi-os aos três tão seguros e tão felizes que parecia que tinham dançado ali desde sempre. 

(Como te tens sentido, sem dançar?)



Rita às 09:21
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Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014
M15/94

(foto da tia Gui) 

 

Deves-te lembrar do sucesso que foi este sapo no natal. Um brinquedo tão simples e tão barato mas tão cheio de conceitos felizes, como tão bem disse a tia Gui - magia, acreditar, saber esperar.

As meninas da família foram as felizes contempladas com este presente de 3€ (!) que encontrei em aveiro, na Fábrica da Ciência (comprei outros presentes igualmente baratos e extraordinários, graças à paciência da Sofia que me ajudou nas escolhas).

O Sebastião andava desde o natal a pedir um. Mas eu esquecia-me, ou não tinha tempo, ou ia fora do horário, ou qualquer outra coisa. Acabei por comprar dois - um para casa e outro para a escola dele. É tal o sucesso que me parece ser minha obrigação partilhar isto. Por este preço vi muitos, muitos sorrisos.



Rita às 20:24
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