Segunda-feira, 3 de Março de 2014
M17/94

Nunca me hei-de esquecer do dia em que fui chamada à tua escola por ter escrito este post.

Por muito que o momento me tivesse marcado, mas porque não quis dar importância a quem a não merecia, não escrevi sobre esse facto.

Mas hoje é o dia.

Em resumo, um diretor de turma, revendo-se na possibilidade da proposta de demissão por incumprimento, convocou-me para uma reunião. (Em bom português, enfiou o barrete e serviu-lhe à justa).

Sem saber do motivo da convocatória, angustiei-me um bocadinho e lá fui.

Eis senão quando a pessoa em causa começa a manifestar o seu desagarado pelo que escrevi, que nem sabia que eu tinha um blogue mas que alguém lhe foi dizer que eu tinha escrito isto e aquilo, que se eu não gostava do diretor de turma o problema era meu e mais uma série de disparates. (- E quem é que lhe falou no MEU blogue onde EU escrevo o que EU quero? - Ah! Isso não lhe digo... - Aqui tive a certeza da surrealidade do momento) 

Só me ocorreu:

- nunca, mas nunca mais me chame à escola para tratar de assuntos que não são da escola. 

Cheguei a casa e disse-te (lembro-me tão bem): "Tinhas razão. Demissão por incumprimento e já"

 

Lembrei-me deste episódio porque continuamos com problemas com aquela pessoa que já te deu aulas e que agora dá aulas a uma das tuas irmãs.

(Repara no esforço que estou a fazer desde o início deste texto para não utilizar o género no sujeito)

Eu até tinha a pessoa em boa conta. Tu gostavas dela, dizias que ensinava bem, não me lembro de nada digno de registo (parece-me até que eu era representante dos pais da turma e não me lembro de haver questões com aquelas disciplinas).

Passaram alguns anos, os programas mudaram, a pessoa envelheceu. E coitada, não está nada bem. 

Compara a tua irmã contigo (a tua irmã Maria era muito melhor do que tu), não escreve sumários, não permite que os miúdos coloquem dúvidas, aplica testes com matéria que não deu - deduzo que os testes sejam feitos pelo grupo da disciplina - , entre outras coisas. 

E o que é que se faz numa situação destas (quando se sabe da dificuldade de afastar um professor de uma turma)? Muda-se a miúda de turma, claro! O problema é que a miúda está no ensino articulado e só há uma turma desse regime. 

Vamos a meio do ano e a situação não melhora. Ontem recebi um email que resume uma sessão de CT. Talvez esteja a cometer um desvio na proteção de dados ao transcrever excertos dessa mensagem mas o benefício da partilha será, de certeza, maior do que o risco. Este excerto, com sublinhados meus, demonsta, por meio de um exemplo que, infelizmente, nos afeta, um bocadinho do que se passa nas escolas públicas:

 

"(...) Quanto à disciplina de (...) apresentámos (os representantes dos pais) a preocupação de não se realizar trabalho experimental e, também, dos alunos sentirem que não têm oportunidade de participar e colocar dúvidas. (O professor) explicou que existem dificuldades em realizar experiências em sala de aula devido ao grande número de alunos, diminuição de tempo lectivo da disciplina e ausência de um segundo professor; afirma que os alunos foram esclarecidos que não podem colocar muitas dúvidas porque estão atrasados na matéria a lecionar.  Solicitámos (os representantes dos pais) que fossem realizados registos escritos das matérias lecionadas porque isso ajudaria os alunos e os pais/encarregados de educação a compreender o que é mais importante. (O professor) afirma que se recusa a fazer resumos da matéria, que a matéria está no livro (...) 

Quanto à disciplina de (...) expressámos a preocupação dos alunos dizerem que apenas alguns participam e que se sentem pouco seguros em participar. (O professor) respondeu que (...)  não tem tempo para que todos participem porque tem que dar a matéria.

(O mesmo professor) referiu que muitas vezes os alunos não fazem os TPC. A DT inquiriu se registava isso nas cadernetas para os pais saberem e estarem alerta. Respondeu que não tem tempo para estar sempre a fazer registos na caderneta (porque tem que dar a matéria)."

 

O que é que se faz com isto? (não tenho respostas, estou cansada e apetece-me resignar à evidência)

 

Felizmente há os outros. Os que nos/vos fazem acreditar que a escola vale a pena. Os que sabem ensinar motivando, os que fazem da escola a vossa segunda casa, os que vos ensinam a voar. São poucos, mas valem mais do que todos os outros.



Rita às 10:31
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014
M2/94

É engraçado ver-te no skype! (estás com olheiras, tens que te deitar mais cedo.)

A Tina enviou uma foto tua com o cão ao colo, na cozinha. A legenda era qualquer coisa como "ESTÁ TUDO ÓPTIMO!"

A cozinha é parecida com a nossa mas o fogão é muito maior. 

Acho que tiveste muita sorte com a família. 

 

Neste projeto (MIA, mobilidade individual de alunos, muito parecido com o erasmus, mas para o secundário), os alunos ficam em casa de famílias que tenham alunos da escola de destino, com idades e interesses próximos.

 

Eu, a Ana, a Telma e a Isabel vamos tentar almoçar juntas de 15 em 15 dias para pormos a conversa em dia. Acho que estes encontros de mães vão ajudar a acalmar a ansiedade e as saudades. O primeiro é no dia 24. 

 

Deves-te lembrar que ando a bater o pé para a C ter aulas de apoio a matemática. Que não podia ser, porque os alunos do articulado não têm direito (ridículo... o argumento do ministério é o de que têm "comprovadas aptidões" - para a música, ok??? MUSICA), que a escola não tem recursos, que isto e mais aquilo. Barafustei tanto que hoje a miúda trouxe um recado a perguntar se eu autorizava a aula de apoio. Nem quis acreditar quando li - a aula foi marcada à mesma hora da aula de harpa! Ela está no ensino articulado da MUSICA, remember guys????? Não sei se desista ou se regresse à guerra. Eu não sou muito de desistir mas estas coisas começam a cansar-me. Lembras-te do dia da prova dos professores, em que ía tendo uma sulipampa à hora do almoço e disse que vos tirava da escola? Às vezes é o que me apetece. Outras vezes não. Porque se não fosse a tua escola, e as tuas professoras, tu agora não estavas aí. Mas eu preferia que fosse tudo bom.



Rita às 23:33
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
Já não faltava nada na agenda desta semana - Reunião de Delegados de Turma, hoje. Aparece e trás* a tua opinião.

Não sei se consegui demover uma das minhas filhas de apresentar uma proposta de pedido de demissão de diretor de turma por incumprimento.

Por outro lado, acho muito bem que outra se preocupe com a qualidade da comida da cantina e tenha escito uma ode acerca desta tema. Uma ode mesmo (suspiro)

 

* no original


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Rita às 15:41
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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011
Financiar o ensino privado?

 Imagem daqui

 

Concordo em absoluto com o ensino privado que se baste a ele próprio. Agora eu pagar impostos que servem para financiar escolas privadas que funcionam melhor do que as escolas públicas onde andam os meus filhos? Não. Onde pode acontecer não se pagar rigorosamente nada e que estão ao lado de escolas públicas? Não. O Estado tem que garantir educação gratuita de todos. E para o fazer, houve um tempo (1980) em que as escolas públicas não serviam as necessidades das populações. Então o tal Estado foi junto DALGUMAS escolas privadas e propôs os contratos de associação. Essas escolas passaram a receber financiamento directo do Estado e a funcionar em regime gratuito (ou quase). Entretanto construíram-se escolas novas, fecharam-se outras, o país envelheceu, ficámos todos mais pobres e entrámos em crise financeira. Mas antes do entretanto, OUTRAS escolas privadas às quais não foi proposto o contrato de associação, chegaram-se à frente e pediram-no. O Estado, mal, aceitou. Ficaram assim algumas escolas, chamemos-lhes não-essenciais, com contrato de associação .

Sejam A as escolas públicas e B as privadas subsidiadas. Conhecendo o país que temos, e as razões da maioria na escolha duma ou outra, as privadas subsidiadas enchem que nem marés de S. Bartolomeu.

Uma privada gratuita ao lado duma pública e garantias de, e passo a copy-paste das dezenas de comentários ao mini-inquérito que lancei no Facebook, melhores condições físicas, maior estabilidade do corpo docente, melhores métodos de ensino, maiores índices de confiança, maior grau de elitismo, melhores círculos de amigos, melhor rácio adulto/criança, mais apoio no estudo, horários mais alargados, melhores resultados, maior comodidade nas actividades extra.-curriculares, melhores bases no 1º ciclo, melhores refeições e maior grau de exigência, levam à escolha óbvia do privado.

E isto, às vezes,  sem pagar um tostão.

(Reparem que continuo a não equacionar as escolas que, sendo privadas, prestam serviço público. Falo das outras, daquelas para as quais existe alternativa.)

Nós, os pobres, a financiar o elitismo, a segurança e as outras garantias todas, enquanto os nossos filhos frequentam escolas sem aquecimento, cheias de rufias e com professores para lá de desmotivados.

E porque é que os nossos filhos não andam nessas escolas privadas? Não sei responder por todos mas no meu caso porque acredito que é dever do Estado financiar a escola dos meus filhos e porque quero muito acreditar no ensino público. Não sei se, tendo muito dinheiro, colocava a hipótese do ensino privado. Só se fosse mesmo pela única razão da melhor gestão do tempo entre actividade escolares e extracurriculares. Ou seja, só se fosse por motivos externos à escola em si. Pagaria pelo conforto. Isso talvez.

 Hoje em dia, grande parte das escolas com contrato de associação não faz qualquer sentido.

Se perguntarem aos pais envolvidos o motivo de tanta polémica, aposto que grande parte não sabe nem percebe porque é que, de um momento para o outro, tem que passar a pagar aquela escola específica ou tem que equacionar mudar as crianças para outro estabelecimento. Não sabem, porque não entendem patavina deste assunto e estão-se borrifando para o facto da escola ser privada ou pública. É gratuita e está aberta 12 horas por dia e isso é que interessa. Mudar os miúdos de escola ou passar a pagar uma mensalidade é motivo mais do que suficiente para reclamarem, mesmo que não saibam porquê.

Para estas escolas, e relativamente ao financiamento do Estado, concordo em absoluto que cada caso em um caso.

Se são privadas mas prestam serviço público porque não há alternativa próxima, sim, financie-se. Caso contrário, não.

Quem quer os filhos em escolas mais seguras, mais exigentes, mais bem apetrechadas, com aquecimento e refrigeração não tem necessariamente que pagar. A escola pública tem que ser isso tudo e, se não é, aconselho a que os pais se mexam e mobilizem os filhos para que passe a ser. É assim que se constroem cidadãos e democracias.

Não estão para se mexer? Não acreditam no ensino público? Têm dinheiro? Então paguem. Eu faria o mesmo, se fosse rica ou resignada.


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Rita às 15:39
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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011
Oficina de Artes

(Ainda os Trabalhos Manuais)

 

À noite quando olhei para o horário da M (7º ano), reparei na "Oficina de Artes".

Ainda não tinha dado grande importância a esta disciplina porque só começa em Fevereiro. É dada com EV, metade do ano para cada. A M começa em fevereiro.

Conheço o professor, porque sou a representante dos Encarregados de Educação e vou às reuniões de Conselho de Turma. É um senhor simpático, de bigode e ar bonacheirão. Imagino-o tanto entre tapetes de arraiolos ou numa mesa de alfaiate, como a tornear madeira ou a pintar azulejos.

Hoje tentei saber o que se aprende em "Oficina de Artes" e fiquei a saber que durante seis meses, no 7º ano da escola aqui ao lado, se aprende a montar e desmontar um motor. Não que não seja uma tarefa de mérito ou uma arte, mas talvez fosse possível diversificar a matéria.


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Rita às 09:13
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011
Trabalhos Manuais

Agora já não há aulas de Trabalhos Manuais. Há Educação Visual e Tecnológica ou Educação Visual. Eu aprendi a bordar, a usar um serrote e a fazer uma instalação eléctrica nas aulas de Trabalhos Manuais. Também andei na "Obra das Mães" que era uma espécie de atl do estado novo - o nome diz tudo - onde passei horas a fazer tapetes de Arraiolos e a jardinar. Acho que também fazia lá os TPC e o lanche era leite quente com cevada em canecas de plástico. E pão com manteiga. Bicos, ou papo-secos, como os que me vejo à rasca para as Marias quererem ao lanche, mal habituadas ao pão fatiado (mea culpa).
Também tive Educação Visual, a par com os Trabalhos Manuais.
Já que pretendem acabar com as Áreas de Projecto, Formação Cívica e Estudo Acompanhado (fim com o qual eu discordo), que tal voltarem a dar aos miúdos oportunidades de aprenderem o b-á-bá das coisas simples que não se aprendem no msn nem no fb?

 

imagem daqui


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Rita às 14:10
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
Mando a factura para quem?

As miúdas não têm escola por causa duma greve.

(Alguém por favor - greve porque? Não me digam que é por causa da crise, poramordasanta)

A escola é pública.

Falto ao trabalho para ficar com elas.

Quem é que me paga o dia?

 


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Rita às 08:42
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
O tempo qué p´a estudar é mêmo só p´a estudar.

Nós tempo até temos. Ainda nos faltam é os livros.

 

Se os meus filhos se atrasarem a chegar à escola, têm falta.

Se o Ministério se atrasar a publicar um Despacho, acontece o quê?

 

N-a-d-a...

 

Se calhar devia acontecer uma justificação. Bom mesmo seria um pedido de desculpas.

Qualquer coisa que fugisse a este sorriso irritante e ao ar de mãe beta de todos nós.

 

Recado: A senhora escreve livros tão bons.... Porque é que se quis meter nisto?


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Rita às 15:40
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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010
Parece-me que hoje há champanhe e caviar para o jantar

Trina cêntimos de aumento é obra, senhora ministra. É obra!

 

http://aeiou.expresso.pt/mais-50-centimos-de-comparticipacao-na-compra-dos-livros-do-secundario=f603615


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Rita às 10:53
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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
Colecção "uma aventura"

A poucos dias do inicio das aulas, já com turmas, horários e o quarto arrumado, ainda não cheira a livros novos aqui em casa.

Hão-de chegar em catadupa, como eu não gosto, terão que ser encapados em cima da hora, sem a calma que os livros novos merecem, e elas não vão gostar tanto deles como deviam porque não chegaram a tempo de, no primeiro dia, lhes encherem as mochilas.

Não os vão ter empilhados em cima da mesa no primeiro dia de aulas. Com sorte e tempo meu, terão as primeiras páginas fotocopiadas se entretanto algum colega não se importar de emprestar os seus durante umas horas. Tirarei as fotocópias (ilegais) num serviço do estado, à conta de dinheiro público e do meu tempo de trabalho. Sem remorsos e com, até, uma pontinha de sentimento de vingança.

Vou arranjar uma pasta A4 e forrá-la com um tecido bonito, fazer separadores pintados com lápis de cera, que cheiram a escola, e colocar-lhes as folhas a preto e branco roubadas dos livros, de maneira a que não se sintam menos alunas por não os ter.

Mesmo assim temos sorte – há muitos livros que passam dumas para as outras mas e a Maria? Para um ciclo novo, sem irmãs mais velhas, sem sequer livros usados. Tudo novo, até uma mochila, e nada para a encher.

 

Porque somos muito e ganhamos pouco, temos direito ao subsídio de acção social escolar. Papéis entregues a horas, IRS direitinho e o primeiro drama – no agrupamento a que pertencem, o procedimento é que os livros sejam encomendados na livraria X, a quem a escola fornece a lista dos alunos e o valor dos subsídios. Os pais pagam apenas o valor remanescente. Acontece que este ano a livraria X não quis colaborar com a escola dado o tempo de espera em relação aos valores dos subsídios. Já corria Agosto quando, depois de muita pressão minha, a escola conseguiu um acordo com outra livraria. Encomendei os livros, paguei a caução e estive três semanas fora. No dia 31 fui à livraria, cheirei os livros, vi-os arrumadinhos em caixas com o nome das miúdas mas não os levei para casa porque a escola não tinha enviado a tal lista de alunos.

A legislação é clara e de fácil leitura – são atribuídos subsídios aos alunos de agregados familiares com escalão A ou B de abono de família. Há um despacho de 2009 que regula as condições de aplicação de aplicação das medidas de acção social escolar e actualiza os valores a vigorar a partir do ano escolar 2009-2010. Ora, se nada for dito, e se nada estiver escrito no despacho relativamente a alterações posteriores, manter-se-ão em vigor os valores até nova publicação.

Esperei. Esperei. Desesperei. Sendo que o ano lectivo deve iniciar-se entre 8 e 13 de Setembro do corrente, no dia 8 rebentei. Porque a escola não envia as listas para a livraria porque “de certeza que vai sair qualquer coisa com novos valores”. Porque DREC não sabe de nada e manda-me aguardar. Porque no Ministério da Educação (serviço de apoio técnico) “só um bocadinho, vou ver se há alguma informação. (…) Deixe-me o seu contacto que já lhe ligo” (…) “De facto não sabemos de nada mas já foi transmitido superiormente.”

Então voltei à escola, agora ao Conselho Executivo e não ao gabinete de acção social e despejei tudo. Isto foi na quarta-feira.

Nesse mesmo dia, nas reuniões de apresentação, conheci professores, pais novos, alguns miúdos. Coloquei a questão. Na turma do 6º ano há pelo menos dez alunos com subsídio mas nenhum dos pais sabia desta vergonha. Têm-se limitado a aceitar a espera que lhes é imposta na livraria. Se a mim me custa pagar, mesmo com a pouca ajuda do estado, calculo o esforço dalgumas famílias.

Soube há pouco, por mais um telefonema do Ministério para o meu telefone pessoal que será, de facto, publicada uma actualização de valores. Quando? – pergunto. Em breve, mandou dizer a senhora ministra.

Uma aventura, isto de ter filhos no ensino público, obrigatório e , sobretudo, gratuito. Uma aventura, senhora ministra, é o que lhe digo.


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Rita às 15:16
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Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010
Não vão as mais velhas sentir-se rejeitadas (e achar que o mundo está contra elas porque a mãe já não escreve posts com as gracinhas das meninas - Ó ADOLESCÊNCIA....)

Eram umas Marias tão fartas, mas tão fartas de férias que foram à escola perguntar se por acaso as aulas não começariam mais cedo.

Agora que penso - sou uma mãe tão farta, mas tão farta das férias delas que amanhã vou à escola perguntar se por acaso não ponderam essa hipótese.

Já que acabam com os chumbos, também podiam acabar com as férias intermináveis, não?



Rita às 23:38
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
Escol(h)a

Não era só ela. No dia em que fui falar com a Directora de Turma, havia pelo menos mais quatro mães preocupadas com o assunto. Deliniou-se uma estratégia conjunta para ajudar o miúdo em causa e proteger os colegas/professores/funcionários daquelas fúrias. 

Eventualmente, esta criança precisa duma escola diferente e, se calhar, duma família diferente.

Para já, parece tudo mais calmo e nunca mais se falou em mudar.


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Rita às 12:01
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