Sábado, 29 de Agosto de 2015
cinco-seis-sete-oito

Apesar de não ser uma imagem real, não deixa de ser uma imagem fortíssima (é um fotograma do filme "Vstuplenie", uma longa metragem russa baseada em factos reais passados durante a segunda guerra mundial). Curiosamente foi partilhada no FB pela professora de .... harpa da Carmo.

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 A dois dias do reinicio das aulas de dança dos meus filhos, reflito sobre a dimensão dos sacrifícios - proporcionar a quatro filhos aulas de dança consome uma enorme fatia do nosso orçamento familiar. 

Também foi um enorme esforço comprar uma harpa para a Carmo - para o fazer, abdicámos de uma série de confortos.

Já escrevi várias vezes sobre esta decisão de proporcionar aos miúdos aulas de música e de dança pelo facto de esta não ser uma oferta universal no sistema de ensino público (nos conservatórios oficiais, o acesso é sujeito a vagas)

Isto para dizer que há sacrifícios bons e que há imagens que valem mais do que mil palavras.

Mas antes das imagens que escolhi (créditos em marca de água),  um link que já aqui devia estar há muito tempo, e que entre muitas outras palavras, descreve muito do que senti há uns meses trás quando assisti ao bailado A Bela e o Monstro, apresentado pela escola de bailado de aveiro, onde dançam a Inês, a Carmo e o Sebastião (e onde eu também tive aulas há muitos, muitos anos): 

 ...não esperava presenciar algo ao nível de um Royal Ballet, mas a verdade é que me surpreendeu, e bastante. Estamos a falar de um conjunto de bailarinas formado por alunas de ballet e dança contemporânea...

 

Aveiro Dance Festival 2015 (Carmo)

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 Espetáculo 35mm, LP studio (Maria) 

 lp3841_2015.JPG

 A Bela e o Monstro, EBA 2015 (Inês)

 morcegoI.JPG

 A Bela e o Monstro, EBA 2015 - quadro do jantar (Ines garfo à esquerda)

 jantarBM.JPG

 A Bela e o Monstro, EBA 2015 - Sebastião

 sebastiaoBM.JPG

 

Aveiro Dance Festival 2015, Maria e Sebasião

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Muitas horas de ensaios, A Bela e o Monstro, EBA 2015 

 

train like a beast.jpg

 

E a harpa nova da Carmo! 

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Rita às 22:59
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Segunda-feira, 3 de Março de 2014
M16/94

 

Não dei pelo mês de Fevereiro passar. (E pensei que seria o mês em que mais me custaria a tua ausência)

Aconteceu tudo muito intensamente e muito depressa - vivemos os últimos tempo dentro do lago. Foram muitos dias e horas de ensaios, muitos nervos, muito cansaço. 

 

Às vezes não sei como, tão pequenos, aguentam estes ritmos. Não me refiro ao ritmo do fim de semana do espetáculo, esse até eu aguento, com tanta adrenalina! Falo do ritmo da vida do dia a dia - escola, conservatório, ballet, ballet, ballet. Casa, estudar, treinar, dormir, recomeçar. A culpa, se calhar, é um bocadinho minha que nunca me calei (nem calarei) com o "nada se consegue sem esforço" e que fomento a mente sã em corpo são. Não estranhamente, as notas da Inês ressentiram-se neste último mês e meio - dançou muito. Não estranhamente, as da Carmo melhoraram bastante - estudou muito mais. E está muito mais segura e feliz. A mudança ajudou. Durante as muitas horas em vi os teus irmãos em cima do palco, tive tempo de recordar as nossas angústias do verão passado quando foi preciso pensar em mudar de escola. E afinal foi tão fácil - vi-os aos três tão seguros e tão felizes que parecia que tinham dançado ali desde sempre. 

(Como te tens sentido, sem dançar?)



Rita às 09:21
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