Terça-feira, 2 de Setembro de 2014
11 e 43

Hoje ainda é dia 2 de setembro e a C faz 11 anos. Agora mesmo. Às 23h50.

Daqui a poucos minutos será dia 3 e eu farei 43.

Acreditando no que dizem as estrelas, os cometas, os planetas e todas os corpos do universo que nos juntaram nesta diferença de minutos, temos pela frente mostrar ao mundo que afinal, o caos não existe. Para nós a vida faz-se de ordem e progresso. 

E, já nem me lembrava, de muito mau feitio. Juntas, em dia não, pomos qualquer terrorista num chinelo.

Agora vou ali fazer uma lista das coisas de que vamos precisar para a festa. Ela já fez a dela, claro. Num ficheirinho excel.

 

Love you, pricesa-foca-sereia!


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Rita às 23:43
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Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014
M9/94

Tirei esta duas fotografias no mesmo dia. Foi no Domingo e só quando as editei é que dei conta das semelhanças das cores e das formas.

De um lado, a Carmo e os caracóis. Quarenta e cinco minutos de uma luta desigual entre mim, o cabelo liso dela, o ferro de enrolar e o secador. 

Há meses que me pedia para lhe encaracolar o cabelo. Há meses que eu adiava com desculpas de falta de tempo. Há meses que me culpabilizava por quase nunca ter tempo para ela. Ora aí estão uns caracóis quase perfeitos, num dia de sol com o tal vento que permitiu que esta fotografia valha muito mais do que o resultado real. 

(No auge do meu desespero por não conseguir mais do que umas pontas para fora, lembrei-me desta técnica que não experimentei nesse dia - não desisti da minha luta -  mas que tenho que experimentar. Se calhar em mim (!), que também sempre quis caracóis)

 

Do outro lado, as pétalas enroladas dos jacintos. É incrível como os vi, literalmente, crescer. Quando cá chegaram eram uns rebentos quase imberbes. Vieram de presente de ano novo, à hora do lanche do dia 1 e, pelos vistos, gostaram da janela da cozinha. Tenho muito orgulho na forma como a relação entre a nossa família e a da Zé cresce e toma forma, devagar, como se nos conhecessemos desde sempre e para sempre, sem pressas nem atropelos (como ás vezes acontece com amizades relâmpago que chegam e nos absorvem e  partem e não deixam quase nada).

 

Notas importantes: A relva precisa de sern cortada. Os canteiros estão cheios de ervas daninhas. A trepadeira está a crescer para cima do telhado do vizinho.



Rita às 17:08
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014
M2/94

É engraçado ver-te no skype! (estás com olheiras, tens que te deitar mais cedo.)

A Tina enviou uma foto tua com o cão ao colo, na cozinha. A legenda era qualquer coisa como "ESTÁ TUDO ÓPTIMO!"

A cozinha é parecida com a nossa mas o fogão é muito maior. 

Acho que tiveste muita sorte com a família. 

 

Neste projeto (MIA, mobilidade individual de alunos, muito parecido com o erasmus, mas para o secundário), os alunos ficam em casa de famílias que tenham alunos da escola de destino, com idades e interesses próximos.

 

Eu, a Ana, a Telma e a Isabel vamos tentar almoçar juntas de 15 em 15 dias para pormos a conversa em dia. Acho que estes encontros de mães vão ajudar a acalmar a ansiedade e as saudades. O primeiro é no dia 24. 

 

Deves-te lembrar que ando a bater o pé para a C ter aulas de apoio a matemática. Que não podia ser, porque os alunos do articulado não têm direito (ridículo... o argumento do ministério é o de que têm "comprovadas aptidões" - para a música, ok??? MUSICA), que a escola não tem recursos, que isto e mais aquilo. Barafustei tanto que hoje a miúda trouxe um recado a perguntar se eu autorizava a aula de apoio. Nem quis acreditar quando li - a aula foi marcada à mesma hora da aula de harpa! Ela está no ensino articulado da MUSICA, remember guys????? Não sei se desista ou se regresse à guerra. Eu não sou muito de desistir mas estas coisas começam a cansar-me. Lembras-te do dia da prova dos professores, em que ía tendo uma sulipampa à hora do almoço e disse que vos tirava da escola? Às vezes é o que me apetece. Outras vezes não. Porque se não fosse a tua escola, e as tuas professoras, tu agora não estavas aí. Mas eu preferia que fosse tudo bom.



Rita às 23:33
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Sexta-feira, 16 de Março de 2012
Tinóni

Era uma miúda tão despachada, mas tão despachada, que a todas as perguntas sobre primeiros socorros da ficha de estudo do meio respondeu:

-  chamar o 112.

(A Joana tem uma hemorragia nasal. O que deve fazer? O Pedro cortou-se num dedo. O que deve fazer?...)


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Rita às 14:04
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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
Para memória futura

Oito anos e troca

Ameijoas com ameixas

e

rifas com ribas


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Rita às 16:49
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
É tão boa a dar ordens, a minha filha de oito anos

Fada dos dentes:

- vai a casa do Bruno Manuel e diz para ser meu namorado.

- se me deres uma nintendo dou-te uma caixa para guardares os meus dentes.


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Rita às 17:03
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
♥ X-mas

Não justifico a decisão pela  inconsciência do ato em si. Decido fazer bolachas com os mais novos, antes do jantar, carregada de cansaço e com noites mal dormidas acumuladas. Mas não é só - o garoto está de birra e quer fazer colagens na mesa da cozinha mas também quer amassar as bolachas e recortar panfletos de natal.

Ai o caraças.

Maldisse durante todos os minutos os conceitos de partilha destas tarefas com crianças pequenas. Quem escreve estes disparates devia vir um dia inteiro aqui para casa. E os blogues com criancinhas loiras nas cozinhas imaculadas? A sério, tiram-me do sério.  Tenho farinha espalhada por todo o lado, bocados de massa agarrados às paredes, os bifes por fritar e o puré por fazer.

Se não fosse a Carmo, tinha desistido a meio. Mas lá ajudou o irmão com as colagens enquanto eu me lembrava, em pânico, de que uma das mais velhas pediu uma caixa de panados para o almoço de natal do dia seguinte.

Descongela-tempera-ovo-pão ralado-frigideira. Feito. Os outros bifes e o puré também. Sopa quente.

Mãe, falta a salada! Tomate. Quero tomate!

(Mas para que os habituamos a tanta perfeição?)

 

Jantámos enquanto a massa arrefeceu, deixei-os cortar seis bolachas, meti-os na cama e saí da cozinha à uma da manhã, hora a que registei o momento, para depois descer à cave e etiquetar tudo com boas festas e laçarotes.

 

 Confirma-se. O Natal faz de mim uma pessoa melhor diferente.



Rita às 00:28
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011
Filho de 3 para filha de 8

- Tás maluca Cacá! Puquê fizeste as nuvens azuis neste desenho? As nuvens são bancas!



Rita às 11:52
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011
Primeiro molar superior direito

Dói-me a boca. Tenho um dente e um quisto a menos e sete pontos a fechar a gengiva. Tomo medicamentos de quatro em quatro horas e só como sopa fria e passada. Durmo semi-deitada, quase sentada. 

Mas consigo falar. Muito. E isso é o que interessa.

 

Também tenho trabalhado muito e hoje quase me esqueci duma filha na escola por causa de números e cálculos e mais números e tabelas e verificações. Saí  do trabalho a correr e cheguei mesmo a tempo de lhe segurar o quase choro pelo meu atraso. Eu não devia correr, por causa dos pontos. Nem devia ter ido trabalhar. Mas corri. E fui. Porque a vida são estas coisas todas e apesar do esforço, é sempre melhor chegar ao fim do dia com a sensação de missão cumprida.

 


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Rita às 23:47
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011
É por estas e por outras que o país chegou a ao estado em que está

- Dás-me dois euros para comprar um pirilampo?

- Só tenho cinco...

- Não faz mal, compro muitos.


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Rita às 10:05
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Segunda-feira, 25 de Abril de 2011
A liberdade (ou ONDE É QUE NÓS ESTAMOS A FALHAR?)

é as pessoas fazerem tudo o que querem.  Tipo, se uma pessoa não tiver pais, é livre.

 

Carmo, sete anos. Texto escrito na escola, acompanhado dum desenho dum cravo vermelho.

 

(gosto especialmente do vocábulo "tipo". Dá um ar arrojado à frase)


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Rita às 23:30
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Quarta-feira, 23 de Março de 2011
Recordação do dia da demissão do governo

Eu não queria fazer esta comparação mas o mau feitio da minha filha Carmo, a deseducação no tom e a falta de argumentos na discussão fazem-me sempre lembrar o Louçã.


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Rita às 22:15
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