Sexta-feira, 4 de Abril de 2014
M21/94

Deixar de comer chocolates à noite.

 

 

E comer esta compota às colheradas.

(Carla Alves, a alimentar a minha gula desde o início do século)



Rita às 15:15
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Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014
M9/94

Tirei esta duas fotografias no mesmo dia. Foi no Domingo e só quando as editei é que dei conta das semelhanças das cores e das formas.

De um lado, a Carmo e os caracóis. Quarenta e cinco minutos de uma luta desigual entre mim, o cabelo liso dela, o ferro de enrolar e o secador. 

Há meses que me pedia para lhe encaracolar o cabelo. Há meses que eu adiava com desculpas de falta de tempo. Há meses que me culpabilizava por quase nunca ter tempo para ela. Ora aí estão uns caracóis quase perfeitos, num dia de sol com o tal vento que permitiu que esta fotografia valha muito mais do que o resultado real. 

(No auge do meu desespero por não conseguir mais do que umas pontas para fora, lembrei-me desta técnica que não experimentei nesse dia - não desisti da minha luta -  mas que tenho que experimentar. Se calhar em mim (!), que também sempre quis caracóis)

 

Do outro lado, as pétalas enroladas dos jacintos. É incrível como os vi, literalmente, crescer. Quando cá chegaram eram uns rebentos quase imberbes. Vieram de presente de ano novo, à hora do lanche do dia 1 e, pelos vistos, gostaram da janela da cozinha. Tenho muito orgulho na forma como a relação entre a nossa família e a da Zé cresce e toma forma, devagar, como se nos conhecessemos desde sempre e para sempre, sem pressas nem atropelos (como ás vezes acontece com amizades relâmpago que chegam e nos absorvem e  partem e não deixam quase nada).

 

Notas importantes: A relva precisa de sern cortada. Os canteiros estão cheios de ervas daninhas. A trepadeira está a crescer para cima do telhado do vizinho.



Rita às 17:08
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009
É preciso ter lata

Quando escrevi sobre o novo livro do MST, estava longe de imaginar a onda de solidariedade que aquele post iria gerar. Já li o livro e gostei. Não tanto da forma mas sobretudo do conteudo (não gostei do narcisismo abudante). Mas é um livro bom de ler e de sentir.

Li-o em três bochechos que juntos não fariam uma hora e cada interrupção foi um suplício. O princípio foi na Bertrand, enquanto fazia tempo num destes dias. Depois li o meio numa insónia, num livro que chegou pelo correio, num envelope gordo que também trazia umas sapatilhas, uns collants e um maillot que já não tinham uso. Acabei de ler encostada à janela, o fim num livro emprestado pela Paula que não conheço nem nunca vi.

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Mais do que o exercício de memória, de auto-critica e de tudo o resto, este blogue tem-me trazido pessoas. E eu não sou uma pessoa fácil no que diz respeito às pessoas. Há muitas vezes em que não me apetecem pessoas. 

E há as vezes em que nem sei como agradecer. Às pessoas.

Há duas semanas dei por mim a pensar que era a primeira vez que comprava uma peça de roupa e um par de sapatos ao gordo. Um ano de roupa herdada das irmãs e emprestada/dada por tanta gente. Gente saída da família, dos amigos, dum blogue ou dum mail.

Obrigada! Hei-de ter tempo de pintar latas para todos! Estas já seguiram.

 

(Há na loja, por encomenda)


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Rita às 10:34
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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008
Beijos e saudades, queridas

A mim, a internet trouxe-me muito mais coisas boas do que coisas más.

Acima de tudo, trouxe-me pessoas. Reais.

Umas mais próximas do que outras, algumas ilusões, algumas desilusões.

 

(Duas das minhas grandes amigas, a Catarina e a Paula, apareceram de trás dum pc. )

 

Não consigo, nem quero, fazer listas de agradecimentos aos mimos que me vão chegando, mas, assim de repente, obrigada às queijadas da Marta, à t-shirt da Joana, à fatiota da Ana, aos bodies da Susana, a paciência da Sardanisca e

 

nunca abracei a Sofia mas comovo-me sempre que visto esta roupa ao petiz.

(hoje)

 

Tudo sem links, de propósito. Este é um post muito pouco virtual.



Rita às 18:26
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Domingo, 10 de Agosto de 2008
Como é que

ao fim de oito anos, se passa de "as miúdas" para "os miúdos"?

 

Chatice, isto do macho dominante....

 

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Mas pronto, meti os miúdos no carro, xixis feitos e bebé alimentadinho e fui (é possível viajar sozinha com quatro crianças!!). Três dias fora de casa e quase escrevia "estou como nova". Mas não estou, que me envelhecem as noites aos bocados.

 

As pessoas (também) fazem os lugares. Obrigada.

 

 

 


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Rita às 12:04
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
Sábado

Quando entrei na cozinha lembrei-me imediatamente desta imagem e depois, à medida que me fui ambientando (as miúdas estavam  em casa), tive (outra vez) a certeza que este blogue é a coisa mais autêntica e transparente que existe.

A I. fez cinco anos e nós fomos à festa. Já não nos viámos há mais de seis meses....

A Pal constatou a veracidade do meu estado-baleia, a Maria tem um pulso deslocado e o coração desfeito, a Inês fez uma amiga para a vida (ai Pal, aquele toc-toc-toc-toc das bolas de bilhar não me saíu da cabeça durante horas) e a Carmo foi esfregada com uma escova de aço dos pés à cabeça, tal era a acumulação de lama (estava mesmo feliz).

(Agora preciso de a convencer que fizeram mesmo muitos disparates e que não pode andar na cozinha de faca em punho a esquartejar limões...)

 

Ontem à noite comemos das tangerinas que trouxemos e eu tive um ataque tão grande de saudades que tive que me esconder na casa de banho (estúpidas hormonas).


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Rita às 14:08
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007
Dia/Mês/Ano
Pode faltar-me tudo, de motivação a objectivos. Mas a uma verdadeira funcionária pública não faltará nunca uma agenda a cheirar a nova, mesmo antes do último mês do ano chegar.
Eu tenho uma agenda em cima da secretária, onde anoto tudo o que faço enquanto estou no trabalho, e outra na carteira, que me serve de memória (do passado e para o futuro).

Não contente com a entrega da nova ambar A5 um dia por página, corro ao quiosque onde me ainda há português suave azul da embalagem pequena e compro uma agenda só para mim.
Duas agendas em branco e eu quase a ter um ataque de pânico: a um mês do ano que vem, nada a assinalar, para lá das férias da escola delas e um feriado ou outro. Nem as minhas férias têm ainda data certa... Que angustia, tanta página em branco. Eu, com esta organização obcecada.
Pego nas datas de aniversário e duplico-as entre as duas agendas.
Faltam-me algumas.
Faltam-me muitas.
Pergunto. Mailo. Telefono.

Regozijo-me por me ter ainda tão resguardada. Um por cento dos inquiridos não se importou de responder por saber que
"tens mesmo a mania das agendas"...
Aos outros noventa e nove por cento tive que jurar que não ia fazer nenhum quadro em ponto cruz com datas e nomes, nem sabia fazer cartas astrais e ainda que não, no natal não ofereceria garrafas de vinho das colheitas correspondentes aos anos de nascimento.


Rita às 09:41
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007
Notícia muito imortante
Nasceu o bebé da Ana Rute!

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Rita às 11:09
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
Parece-me que já ressaquei o fim-de-semana.


Uma festa de miúdas com a família de Lisboa à mistura, mais as minhas amigas, bebés com varicela e muitas refeições.

O veste-e-despe foi tal que, nas minhas arrumações, encontrei um casaco, umas cuecas e voilá! - um livro de orações!
(tudo entregue, menos as cuecas. Não tenho coragem de telefonar às outras mães a perguntar se as filhas perderam as cuecas na festa de anos da minha filha...)



O mais engraçado destas festas é que, ano após ano, são cada vez mais os miúdos que ficam para jantar, por ideia minha. Minha. (Alguém que me dê um estalo, por favor...).
Mas gosto que os miúdos mais chegados fiquem mais um bocadinho, um bocadinho mais calmos. São normalmente os filhos dos nossos amigos e mais meia dúzia daqueles amigos dela(s) que já vêm desde o infantário e que conhecemos bem.

Desta festa, gostei especialmente da independência da criançada que me permitiu alguns minutos de descanso. Gostei especialmente que ela e as filhas tivessem vindo (o blogue, confirma-se outra vez, é o motherblog mais transparente que conheço).Uma das coisas boas das festas dos miúdos é poder (até ver) convidar as minhas amigas.



Rita às 08:24
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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007
made in america
A precisar de ser lavado, tanto é o uso. Nunca mais o larguei, desde que me chegou às mãos. A cor e o tamanho são ideais e tanto o uso ao ombro, quando preciso das mãos, como na mão, quando preciso do ombro.

A imagem não lhe faz jus; a foto foi tirada a correr esta manhã. Quando a Carmo me acordou às 6h50mn porque precisva duma caixa para guardar umas missangas, eu estava a sonhar com alguma coisa que me fez lembrar do saco, ou da Méri, ou, se calhar, da Paula. Daí até ter decidido pegar na máquina, foi só o tempo do pequeno-almoço.



Deu-mo a Méri quando fiz trinta e seis anos. É bem capaz de ser um dos sacos da minha vida.


Rita às 08:31
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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007
reflexos
Obceco-me com explicações, tenho pouca fé e gosto das leis da física. A uma força, opõe-se outra, a uma imagem, corresponde um reflexo. É por isto que não tenho estranhado que a cada má notícia dos ultimos tempos me tenha caído do céu uma boa nova.

Para mim quase tudo tem um oposto. Uma força ou um reflexo. Compreendo a física das coisas mas quero crer na força das estrelas. A culpa é da IBB, que sempre opus ao IVV, letras de instituto da vinha e do vinho, um sítio onde eu, quando era nova e antes de me enfiar numa universidade, sonhava em trabalhar. O sonho esfumou-se mas tenho um marido que é gourmet da coisa e até tem uma garrafeira. A IBB caíu-me do céu e nem precisei de sonhar para me realizar. Por isso é que a IBB e o IVV são, para mim, duas forças opostas.

Gostas de vinho, I?
Eu gosto.

Duplicaram-nos as mensalidades dos atl´s e infantários e ainda por cima roubaram a sesta à bébé.

Aos quatro anos ainda se pode ser bebé?

A escola tem casas-de-banho novas e a posso trocar à miúda umas aulas particulares de flauta por mais uma matrícula no conservatório público. A flauta nova custa quase tanto quanto eu ganho num mês. A Carmo ouve tão bem que se pode deliciar com os ensaios, disse-nos um outro médico e dizem-nos as nossas intuições. Ou quase enlouquecer, como eu, quando me apetece mandar às urtigas a importância da formação musical. Elas gostam tanto de musica que me comovo.

Daqui a dois dias começa a escola e ainda não lhes forrei os livros. Mas já comprei o material escolar quase todo e trouxe do jumbo uns ténis das princesas, número trinta e quatro, por cinco euros.

Tenho uma filha que calça trinta e quatro. Qualquer dia podemos trocar sapatos.


Rita às 13:48
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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007
Férias II
Recado

Catarina, prepara-te.
Elas não se calam desde ontem e esta manhã afixaram uma tabela na porta do frigorífico com os respectivos nomes e a legenda

x - mau comportammento
v - bom comportamento

A tabela tem seis dias e cinco "v" valem, segundo elas, a autorização de pernoita.

Hoje portaram-se que nem uns anjinhos.

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Rita às 20:35
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