Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014
M9/94

Tirei esta duas fotografias no mesmo dia. Foi no Domingo e só quando as editei é que dei conta das semelhanças das cores e das formas.

De um lado, a Carmo e os caracóis. Quarenta e cinco minutos de uma luta desigual entre mim, o cabelo liso dela, o ferro de enrolar e o secador. 

Há meses que me pedia para lhe encaracolar o cabelo. Há meses que eu adiava com desculpas de falta de tempo. Há meses que me culpabilizava por quase nunca ter tempo para ela. Ora aí estão uns caracóis quase perfeitos, num dia de sol com o tal vento que permitiu que esta fotografia valha muito mais do que o resultado real. 

(No auge do meu desespero por não conseguir mais do que umas pontas para fora, lembrei-me desta técnica que não experimentei nesse dia - não desisti da minha luta -  mas que tenho que experimentar. Se calhar em mim (!), que também sempre quis caracóis)

 

Do outro lado, as pétalas enroladas dos jacintos. É incrível como os vi, literalmente, crescer. Quando cá chegaram eram uns rebentos quase imberbes. Vieram de presente de ano novo, à hora do lanche do dia 1 e, pelos vistos, gostaram da janela da cozinha. Tenho muito orgulho na forma como a relação entre a nossa família e a da Zé cresce e toma forma, devagar, como se nos conhecessemos desde sempre e para sempre, sem pressas nem atropelos (como ás vezes acontece com amizades relâmpago que chegam e nos absorvem e  partem e não deixam quase nada).

 

Notas importantes: A relva precisa de sern cortada. Os canteiros estão cheios de ervas daninhas. A trepadeira está a crescer para cima do telhado do vizinho.



Rita às 17:08
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2 comentários:
De na primeira pessoa do singular a 23 de Janeiro de 2014 às 20:16
a minha luta com cabelos é inversa...os caracois a serem estcados e placados até ficarem lisos e escorridos ...x 2


De maria valinhas a 24 de Janeiro de 2014 às 00:03
Por aqui também se pedem cabelos encaracolados... Deve ser fashion pré-teen :)

Oa jacintos estão lindos. Que bom! Para nós vocês são como família mas sem aquela parte do deve e do haver ;). Acho que vai ser mesmo para sempre, as festas pequenas e as grandes, os casórios, os netos, as dores de velhice e quem sabe, as brejeirices também.


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