Terça-feira, 28 de Abril de 2015
Eu podia ter dito "não quero saber mais nada". Mas não tive tempo.

Lembrei-me do que se segue porque ontem as minhas filhas me explicaram que agora os professores não podem verificar as máquinas de calcular dos alunos. 

(Um aparte - lembro-me de um exame que fiz, ainda no tempo em que as calculadoras eram vistas e revistas. A minha calculadora era preta. Não podia colocar nada na memória mas ninguém me impediu de escrever todas as formulas, a lápis de carvão, nas costas da máquina. Ninguém reparou).

Sigam os factos:

Pelos vistos já este mundo e o outro conheciam a técnica. Todos menos eu, que até me considero uma pessoa desenrascada, atuallizada e informada. 

Ou seja, o que a seguir se relata é capaz de não ter piada nenhuma nem ser grande novidade.

Os nomes e os locais foram omitidos. Não vá alguém conhecer alguém que conhece alguém.

(Disclaimer - Reconheço os riscos que corro em relatar este episódio ....)

São onze da noite, estou cansada, pego no cesto da roupa suja e desço as escadas.

Despejo a roupa no chão da lavandaria. Do cesto cai um telemóvel (que não reconheço). Ponho a máquina a lavar, subo as escadas e pergunto:

- de quem é este telemóvel?!

- (grunhidos)

- Não sabem?

- deve ser do (nome impercetível dito debaixo dos cobertores)

Entretanto a Carrmo abre os olhos e diz que deve ser do primo (que tinha cá estado em casa a passar o fim de semana)

Ligo à mãe do primo. Não é do primo.

No dia seguinte:

- Então de quem é o telemóvel??

- É da (nome que não posso escrever)

- Como assim? Porque é que o telemóvel da (nome que não posso escrever) estava no nosso cesto da roupa?

(A (nome que não posso escrever) é colega de escola de uma das pessoas cá de casa)

- Ah e tal porque deve ter caído do bolso das minhas calças 

- E porque é que tinhas o telemóvel da (nome que não posso escrever)?

- Porque ela me emprestou

- E já a avisaste que o tens? Coitada, deve estar aflita!

- Não. Relax, mãe

- Ok

À noite:

- Então, entregaste o telefone à (nome que não posso escrever)

- Já, já entreguei. Ela nem tinha dado pela falta

(?????)

Mais tarde encontrei a mãe da (nome que não posso escrever) 

- Olha lá! Tu sabes que o telefone da (nome que não posso escrever) foi parar ao meu cesto da roupa suja?

- Já ouvi dizer (sorriso malicioso)

Eu cada vez mais confusa

- Não era bem o telemóvel da (nome que não posso escrever) ... Ela emprestou esse à (nome de uma das minhas filhas) para deixar na caixa

- Na caixa? Qual caixa?

- Ai tu não sabes?

Nesse momento ocorreram-me perguntas em catadupa - Eu quero saber mais do que sei? Vou ser mais feliz se souber? Vale a pena saber toda a verdade? Mas já a mãe da (nome que não posso escrever) ia a meio do relato:

Em dias de teste, os telemóveis ficam à porta da sala de aula numa caixa. A técnica consiste em levar dois telefones e deixar um deles. É por isso que todos os miúdos têm com eles uma daqueles telefones velhos que já ninguém usa mas que ainda passam por poder ser usados.

E há os miúdos prevenidos e amigos dos seus amigos, como a (nome que não posso escrever), que leva sempre vários, não vá algum amigo esquecer-se.



Rita às 16:56
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3 comentários:
De Margarida a 28 de Abril de 2015 às 21:25
Bem... eu já saí do secundário há alguns aninhos, e já na minha altura os professores não podiam revistar as calculadoras... aliás, ainda hoje na faculdade, os professores nas cadeiras em que as calculadoras são permitidas os professores não podem revistar xD é equipamento pessoal.. mas essa dos putos levarem vários telemóveis... espertalhões! :D


De Maria Isabel Machado Prata a 6 de Maio de 2015 às 16:21
Meu Deus!!!! Não fazia ideia.


De Blog Profissão Mãe a 31 de Maio de 2015 às 02:59
Primeiro sorri qd acabei de ler...depois pensei o mundo está um bocadito perdido mas "prontes" não é?
Ainda vamos no inicio da coisa aqui por casa, para já só se queixa que o colega do lado copia e diz que ele copiou e só por si já dá um filme lindo...pq a professora coloca o outro ao pé do meu...para ele ter positiva

Agora o meu filho até me disse...não me importava que ele copiasse se fosse meu amigo e não me batesse...lol


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