Segunda-feira, 2 de Julho de 2012
E agora, algo completamente diferente

Hoje este link é o meu orgulho :)  

http://familia.sapo.pt/artigos/atualidade/passatempos/1250137.html

   

 



Rita às 16:11
link do post |

Quinta-feira, 21 de Junho de 2012
Queres marcar a data ou pode ser num domingo qualquer?

Tu nunca mais casas com o pai, pois não? É que agora vais casar comigo.



Rita às 10:06
link do post |

Segunda-feira, 26 de Março de 2012
É tão lindo, o complexo de édipo

Ralho. Ele amua e grita:

- Assim já não caso mais contigo!



Rita às 11:07
link do post |

Quinta-feira, 15 de Março de 2012
É no que dá nascer no mundo civilizado do século XXI

- E este fio é para o bebé telefonar à mãe, pois é?

(livro sobre bebés, mãe grávida, cordão umbilical)



Rita às 21:10
link do post |

O novo e verdadeiro acordo ortográfico

Não há como uma criança de três anos para demonstrar a verdadeira relação entre significante e significado.

A borracha serve, obviamente, para aborrachar. (Posso aborrachar este risco, mãe?)

- E para apagar, Sebastião?

- É o apagador!



Rita às 21:01
link do post |

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012
Três anos e meio

Os dias estão mais crescidos porque comeram tudo e porque se portaram bem



Rita às 09:29
link do post |

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
♥ X-mas

Não justifico a decisão pela  inconsciência do ato em si. Decido fazer bolachas com os mais novos, antes do jantar, carregada de cansaço e com noites mal dormidas acumuladas. Mas não é só - o garoto está de birra e quer fazer colagens na mesa da cozinha mas também quer amassar as bolachas e recortar panfletos de natal.

Ai o caraças.

Maldisse durante todos os minutos os conceitos de partilha destas tarefas com crianças pequenas. Quem escreve estes disparates devia vir um dia inteiro aqui para casa. E os blogues com criancinhas loiras nas cozinhas imaculadas? A sério, tiram-me do sério.  Tenho farinha espalhada por todo o lado, bocados de massa agarrados às paredes, os bifes por fritar e o puré por fazer.

Se não fosse a Carmo, tinha desistido a meio. Mas lá ajudou o irmão com as colagens enquanto eu me lembrava, em pânico, de que uma das mais velhas pediu uma caixa de panados para o almoço de natal do dia seguinte.

Descongela-tempera-ovo-pão ralado-frigideira. Feito. Os outros bifes e o puré também. Sopa quente.

Mãe, falta a salada! Tomate. Quero tomate!

(Mas para que os habituamos a tanta perfeição?)

 

Jantámos enquanto a massa arrefeceu, deixei-os cortar seis bolachas, meti-os na cama e saí da cozinha à uma da manhã, hora a que registei o momento, para depois descer à cave e etiquetar tudo com boas festas e laçarotes.

 

 Confirma-se. O Natal faz de mim uma pessoa melhor diferente.



Rita às 00:28
link do post |

Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011
Filho de 3 para filha de 8

- Tás maluca Cacá! Puquê fizeste as nuvens azuis neste desenho? As nuvens são bancas!



Rita às 11:52
link do post |

Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
Children see, children do (and say)

(Na consulta dos 3 anos.  Se à primeira pergunta respondeu no gozo, à segunda fê-lo com todas as certezas)

- Como é que se chama a mãe?

- Rita batata-fita*!

- E onde trabalha?

- Numa cozinha.

 

 

- Sebastião, chama as manas para a mesa, por favor.

- MENINAS, JÁ  MESA!

 

 

Está sentado no quarto, a fazer desenhos ou a recortar.

Eu e o João conversamos no nosso quarto.

- Pouco barulho! Num pecébem que tou a fazeí os meus tabáios?

 

* (ainda) não articula o ere



Rita às 13:35
link do post |

Quinta-feira, 28 de Julho de 2011
Olá, eu sou o Sebastião

e sou um artista

e se o segredo para meia hora de rapazinho quieto são tintas e telas, venham elas!

(post dedicado à Catarina e ao João)



Rita às 11:19
link do post |

Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
22 de Julho

Hoje o Sebastião faz três anos e eu não sei o que hei-de escrever.

Que seja,

já não é um bebé. Mas ainda é.

Ou

já é um rapazinho, e também já é.

Que se porta bem, e às vezes porta, que faz birras, e faz

e é, portanto, uma criança de três anos quase como as outras.

Quase.

Não é como as outras porque tem um je ne sai quoi de comovente nele todo, um misto de timidez com uma aura de alegria imensa que nos faz bem, como se fosse a missão dele, envolver-nos de paz.

 

E outro lado, o das teimosias, põe-te direito enquanto te visto, calça os sapatos, come a sopa, não mexas nos filmes, mas porque é que estás outra vez descalço, não comas com as mãos, não faças isso ao gato, arruma a %$##& dos filmes, mas porque é que estás a chorar, e as birras...

é a mãe qui guia!*

quéio ir ao pingo doce*

não quéio tomar banho

quéio tomar banho

Vês, que lindo, tão lavadinho, cheiras tão bem!

Sou lindo, pois sou, mãe?

És.

E:  já não vou pá tua cama, qui já xou quechido.

Mas vai, sempre. A almofada na mão, a chucha na boca, o cheiro a borracha velha, a mão no meu pesoço, o meu sono interrompido.

Três anos.

Só quer um pisenti vêdi*, mãe. Não interessa o conteúdo, só que seja verde.

E um bolo do faísca e do ruca e do noddy e do pocoyo. Puqué qui num tem o pocoyo, mãe?

(uma semana a tentar encontrar um estupor dum pocoyo...)

Porque o Pocoyo foi a casa da Eli.

Tá bem, mãe.

Tá bem, bebé.

Eu num xou bebé, oquêi, mãe? 

A chucha na boca, o biberão do leite em cima da mesa, a fralda da noite ainda por tirar.

 

 

* três grandes incógnitas - a mãe a conduzir, em vez do pai, e o fascínio pelo pingo doce e pela cor verde. 



Rita às 16:41
link do post |

Terça-feira, 5 de Julho de 2011
**Agarradinhos** - a comovente história dum coração fora do sítio

Se preferia ter uma casa maior? Preferia. Com um quarto para cada um? Não sei. Gosto da cumplicidade das mais velhas e da partilha entre a Carmo e o Sebastião.

Ao fim de semana a pobre Carmo não pode ficar sem o seu espaço durante as horas de sesta do rapaz e este é o pretexto. O menino vai à sesta comigo, que aproveito e ponho em dois dias o sono da semana.

E há o pretexto.

E o ritual: à fruta do almoço eu, Então, vamos dormir?, ele, Sim! Agarradinhos!, e ainda ele, Vou ler o teu livro na minha mão, e já na cama pega no livro que agora são as Conversas na Catedral, irra, tanto de bom livro como de difícil de ler, e lê "Se-bas-ti-ão" e desmarca-me as páginas.

Depois começa-se a enrolar e a agarrar, o cheiro da borracha da chucha quase na minha boca.

Leio três linhas e apago a luz e quem e o bebé da mãe? - Sou eu mas num xou bebé e gosto muito da minha mãe Rita. Oh... que lindo. E onde é que tens o amor, coisa mái linda da mãe?

E homem que é homem estraga o  romantismo em três tempos e mostra que isto lhes está mesmo entranhado. Responde, na pilinha! e eu, tá nada, tá no coração. Que tá na pilinha, pois tá?



Rita às 12:46
link do post |


O nome e os conteúdos deste blogue estão protegidos por direitos de autor.
© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5
.Correio

e-mail