Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014
M8/94

Eu sempre disse que há um mundo por descobrir nesse universo que são as gafanhas

Os velhinhos séniores do Centro Comunitário da Gafanha do Carmo recriaram este vídeo, da Miley Cyrus, desta maneira (notícia aqui, com declarações dos participantes). 

Eu quero ir para um lar assim.

 

(e assim se anima o que se diz ser o dia mais triste do ano)


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Rita às 12:21
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Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014
M3/94

A tua camisola vai a bom ritmo. Para teres uma ideia, as costas já medem 50 cm. No Domingo à noite fartei-me de tricotar. Tinha dormido à tarde e à noite estive a ver o factorX. Não foi grande gala* mas o D8 esteve extraordinário. Estou tão fã do miúdo que dei por mim a pesquisar música rap no spotify...  A camisola talvez esteja pronta antes do próximo natal :) (é esta, mas noutro fio. Vi-me grega para acertar com o ponto).


Entretanto acabei a gola dos torcidos (É MINHA). 

(Usei este modelo, com um fio brancal acerca do qual se conta a seguinte história - era uma vez uma moça que se pôs a inventar um casaco de rapaz. Tricotou, tricotou, tricotou, até que, no fim, a desproporção entre a largura, a altura e o tamanho das mangas era de tal forma que, num ápice, desmanchou semanas de trabalho e deitou mãos a esta gola).

 

Não consegui usá-la com as caneleiras castanhas, eram torcidos a mais. Aliás, ainda não a a usei nenhuma vez porque não tem estado frio.

(Fiz as caneleiras a olho).

 

Na segunda-feira a Inês voltou ao S. Gonçalinho e apanhou imensas cavacas! Vamos guardar uma para cumprir a tradição da cavaca da sorte. Atiramo-la para o ano. Gostava muito que vocês, tu e os teus irmãos, mantivessem o gosto por esta festa. Sinto que na minha vida tem faltado algum distanciamento das coisas terrenas. Não é que me falte fé, falta-me é algo a que me agarrar. As pessoas que acreditam na vida eterna são, de certeza, mais felizes. O S. Gonçalinho é o meu único escape para a frieza das coisas. E tal como te disse no sábado, ao S. Gonçalinho não se reza. Com ele, conversa-se.

Gosto da festa pagã, da melice do chão cheio de açúcar, dos 41 degraus que me fazem suar enquanto combato a minha claustrofobia e de acreditar que agradeço por mais um ano bom. 

 

este cartaz



Rita às 09:17
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014
M2/94

É engraçado ver-te no skype! (estás com olheiras, tens que te deitar mais cedo.)

A Tina enviou uma foto tua com o cão ao colo, na cozinha. A legenda era qualquer coisa como "ESTÁ TUDO ÓPTIMO!"

A cozinha é parecida com a nossa mas o fogão é muito maior. 

Acho que tiveste muita sorte com a família. 

 

Neste projeto (MIA, mobilidade individual de alunos, muito parecido com o erasmus, mas para o secundário), os alunos ficam em casa de famílias que tenham alunos da escola de destino, com idades e interesses próximos.

 

Eu, a Ana, a Telma e a Isabel vamos tentar almoçar juntas de 15 em 15 dias para pormos a conversa em dia. Acho que estes encontros de mães vão ajudar a acalmar a ansiedade e as saudades. O primeiro é no dia 24. 

 

Deves-te lembrar que ando a bater o pé para a C ter aulas de apoio a matemática. Que não podia ser, porque os alunos do articulado não têm direito (ridículo... o argumento do ministério é o de que têm "comprovadas aptidões" - para a música, ok??? MUSICA), que a escola não tem recursos, que isto e mais aquilo. Barafustei tanto que hoje a miúda trouxe um recado a perguntar se eu autorizava a aula de apoio. Nem quis acreditar quando li - a aula foi marcada à mesma hora da aula de harpa! Ela está no ensino articulado da MUSICA, remember guys????? Não sei se desista ou se regresse à guerra. Eu não sou muito de desistir mas estas coisas começam a cansar-me. Lembras-te do dia da prova dos professores, em que ía tendo uma sulipampa à hora do almoço e disse que vos tirava da escola? Às vezes é o que me apetece. Outras vezes não. Porque se não fosse a tua escola, e as tuas professoras, tu agora não estavas aí. Mas eu preferia que fosse tudo bom.



Rita às 23:33
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Domingo, 12 de Janeiro de 2014
M1/94

Noventa e quatro dias.

Dois mil, setecentos e noventa e seis quilometros.

 

Tu és do mundo e o mundo é teu. Vai.

 

 

Cheguei a casa há meia hora, a Inês adormeceu no carro e a Telma veio sempre muito calada. 

Puxei assunto, as novelas, o calor do brasil, as viagens. Melhorou, conversámos e a viagem fez-se depressa.

Vejo online que já vais a meio da primeira viagem. 

 

Aproveitei o silêncio da casa e fiz uma data de coisas - preparei as mochilas da piscina dos manos, escrevi os recados da D. Augusta e fiz as ementas. Se tiver tempo passoa-as para o outro blogue. Também estendi a roupa, quase toda na lavandaria que está a fazer-se escuro, parece que vai chover.

Entretanto o Sebastião e a Carmo acordaram e tomaram o pequeno almoço. A Inês foi-se deitar, quando chegámos. Eu depois durmo, à tarde. 


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Rita às 09:20
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Quinta-feira, 2 de Maio de 2013
Paris, Maio de 2013

Deito-me tarde e levanto-me de madrugada. Preparo-lhe refeições para um dia de viagem, ajudo-a com a mala, repito-lhe mil conselhos até à exaustão. Acalmo-lhe os nervos disfarçados e disfarço as minhas angustias. Nunca deixarei de deixar os meus filhos voarem. Só assim lhes crescerão as asas.

Se me custa? Custar-me-ia mais que se tornassem em pessoas resignadas à sua sorte, paradas no tempo e no espaço. 

Conto sempre as horas que faltam para o regresso, vou fazê-lo sempre, seja onde for a nossa casa. Há-de haver sempre a nossa casa.

Ainda ontem à noite confessava à minha filha mais velha, a mesma que a esta hora me envia mms da torre Eiffel iluminada e me diz baixinho "é muito maior do que eu imaginava", que só o medo de um dia lhe ocorrer não querer voltar me angustia mais do que as saudades.

- Que tonta, mãe. Eu vou SEMPRE voltar a casa. 

Nuns quase quinze bem resolvidos, sei que mais estes dias valem tanto com um trimestre de aulas. 

Já escrevi isto outras vezes e não me cansarei de o fazer - o mundo é teu, Maria.

 

Temos o privilégio duma escola (pública) que valoriza estas experiências de vida e tem apoiado a mobilidade dos miúdos em projetos fantásticos. Esta viagem, apesar de financeiramente suportada pelas famílias (e amigos que quiseram contribuir!) foi totalmente organizada por um extraordinário grupo de professores que estão, neste momento, a abrir horizontes a 58 miúdos. A troco de algumas preocupações e noites mal dormidas. Isto chama-se boa vontade.


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Rita às 22:34
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
15 de Fevereiro

Sabemos que estamos para lá de velhas quando passamos o serão a ajudar as filhas a descolorar pelos, depilar axilas e arranjar sobrancelhas.

(ou - ter tempo para elas e não para mim)

E sim, estão ainda mais lindas.


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Rita às 11:47
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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
Quero os meus filhos sempre pequeninos

Estou deprimida.

A minha filha Maria começou uma frase com

"Lembras-te mãe, quando eu era mais nova..."


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Rita às 16:30
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Enorme sorriso de orgulho

 

 

Na secretária da mais velha


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Rita às 11:05
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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011
Sem grande piada mas para que fique registado que não sou só eu

Esta minha frase de 2007 ficará para a história desta família. É recordada muitas vezes como sinal da minha feliz demência.

 

Noutro dia quase fui destronada. Íamos no carro, à saída do ballet, ela a falar muito e depressa.

- A D. deixou cair o sapato, o cão vinha a correr, apanhou-o, nós a corremos atrás do cão, ....

Uns metros à frente:

 

- E foi aqui que finalmente o sapato largou o cão!


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Rita às 10:21
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
Olá, eu sou a Maria e hoje faço treze anos

Chegou há dias de duas semanas em Itália. Foi com amigos e professores, através de um projeto da escola.

Custaram-me tanto aqueles dias que até me nasceram, pela primeira vez, cabelos brancos. Eram só 2 ou 3 e arranquei-os no dia em que ela chegou, cansada, mas tão feliz, vestida com uma camisola azul com um enorme    I ♥ Roma.

Nessa mesma noite vi com ela 1936 fotografias. Escolhi esta:

 

(Eu, aos doze anos, brincava com bonecas e o mais longe que tinha ido era Ayamonte)

Continuo sem saber como aguenta o ritmo escola-ballet-música-amigas-etc. Este ano, pela primeira vez, propusemos-lhe que desistisse de alguma atividade extra. Chorou baba e ranho, que não podia escolher, que a vida era era uma injustiça, e outros devaneios de adolescente. Cá continuamos, sempre a correr dum lado para o outro.

(aqui, a poucas horas de um espetáculo de dança)

No tempo que sobra, odeio tricot e essas coisas, mãe (mas noutro dia apanhei-a a fazer pulseiras). O que mais gosta é de ver televisão. Aborrece-me que veja novelas mas enfim, não se pode ter tudo.

Já passou a fase em que lhe sobra tempo nas férias. A mim parece-me que é por ter pouco tempo livre durante o resto do ano. Merece tanto este ar feliz e a cor saudável que até me arrepio a olhar para esta imagem:

Treze anos hoje. Tre-ze.

A única coisa que quer é ir ao cinema e jantar com as amigas no fim de semana.

Chicorita, querida!


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Rita às 11:50
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011
Resolução de treze de Abril: Seguir sempre os conselhos da filha mais velha

Eu avisei-te que bastava ele ver uma vez para passar a noite a querer ver outra e outra vez... Agora desenrasca-te.



Rita às 14:08
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Quarta-feira, 16 de Março de 2011
Muito minha

Tenho uma filha mais velha que agora diz que quer ser cientista aeroespacial. Tem os pés tão assentes na terra que é difícil  acreditar que passe horas a ver documentários sobre explosões de estrelas e buracos negros.

Desenrasca-se bem neste principiozinho de vida autónoma - organiza-se, trabalha, pede ajuda quando precisa e nunca a vi querer desistir. Isto que acabei de escrever é a mais pura das verdades e ali a palavra desenrasca-se foi utilizada sem qualquer relação com "rasca". Mas relendo o que escrevi, assenta que nem uma luva na minha opinião - os tempos são difíceis, a luta é obrigatória mas nada sem consegue sem esforço.

 

Treina ballet quatro dias por semana, é boa aluna, hoje foi correr nos distritais do desporto escolar, na segunda esteve no Parlamento Jovem a representar a escola e mais logo ainda vai aos apuramentos do EquaMat. Pode não ser a melhor mas é a maior.


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Rita às 12:56
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