Depois do grau de dificuldade que constatei nas provas de aferição e nos testes intermédios (não vi as provas todas) e que é nitidamente superior ao de anos passados (facto não necessariamente mau mas que demonstra alguma falta de sensibilidade e de respeito pelo trabalho de alunos e professores que não tinham que ser atirados às feras com um intuito que ainda não descortinei - demonstrar o facilitismo instituito no governo anterior? desmotivar alunos a prosseguir estudos? outros, quais?, eis senão quando me deparo com isto, no livro de estudo do meio do 3º ano da minha filha Carmo:
Trampolim 3, Estudo do Meio, Porto Editora, 7ª reimpressão da 1ª edição (2011).
Mais brio, senhores, mais brio.
(além do erro grave - porque é que no título, Expansão está com maiúscula?)
(nota - não consegui resolver grande parte das questões da prova de matemática do 9º ano mas também não era suposto, acho. Tive muitas dúvidas quanto à interpretação do que era pedido, nomeadamente no problema da série numérica e da pirâmide dentro do prisma).
Não faz grande mal pulverizar este spray para olhos.
(com a consciência da publicidade que não quero fazer)
As minhas crianças dispensam com gosto um livro que lhes explique a crise. As minhas crianças vivem a crise e preferem um bom livro de aventuras ou uma fábula bem contada.
Os meus miúdos, felizmente, não são de esquerda nem de direita. E eu nunca, mas nunca, no meu perfeito juízo, lhes incutirei qualquer ideologia política. Serão da esquerda, ou do centro, ou da direita, ou de nada, ou de tudo, ou republicanos, ou monárquicos, ou isto ou aquilo.
O livro em si já é uma anedota. O facto de serem dois é um disparate que não merece mais tempo do meu tempo.
(e o sr Gaspar podia empregar melhor o seu)
Eu achava que tinha resolvido de uma vez o meu relógio biológico até ter visto isto.
Não foi o cheirinho a bebé das minhas sobrinhas, nem os gatinhos-coisas-mái-lindas-da-dona, nem o facto do meu filho ter deixado de usar chucha na escola que me acordaram as hormonas. Estou uma lady, é o que é, e agora comovo-me com roupinhas, e faço contas aos meus quarenta e queria ser mais nova, e mais rica, muito rica, e viver num palácio com empregadas de farda e motoristas bonitos (olha, podia ser como aqui mas sem os maus). Depois tinha muitos bebés e vesti-os com os babygrows mais originais do mundo e passeava com eles e com a minha amiga Cristina que é uma das mães deste projeto.
É tudo tão cutchi cutchi que não dá para escolher só um. A coleção completa pode ser vista aqui no facebook que é, para já, a montra da loja.
Os preços são bem simpáticos: babygrows a €18.50 e gorros a €9.00 (+ portes).
Os modelos de verão estão a esgotar-se a um ritmo impressionante e os de inverno já estão na calha.
O que eu mais gosto, neste projeto, é a dedicação e o detalhe de cada pormenor, desde a escolha dos materiais, às embalagens e etiquetas.
E nestas coisas, como o importante é passar a palavra, toca a divulgar!
Manifesto das autoras:
A Grow Grow Baby Grow é o projecto das nossas vidas!Tudo começou quando a designer de moda Cristina Bruno Soares, mãe de 3 filhos e com muita experiência no ramo têxtil, se juntou à designer gráfica, sua amiga de longa data, Filipa Gomes Piroto, mãe de 2 filhos, propondo à "laia" de desafio, criar uma marca de roupa para bebés que fugisse às tradicionais cores pálidas e padrões suaves. Ambas cheias de energia e com vontade de desenvolver uma actividade que gostassem e a qual se dedicassem a 100%, "acertaram logo agulhas" e da ideia à concretização foi um instante.O ditado "juntou-se a fome à vontade de comer" aplica-se na perfeição a esta equipa. As ideias surgem, discutem-se,e com cada uma a acrescentar mais e melhores sugestões, passam à prática com rapidez e, acima de tudo, com eficácia, pois uma sabe de moda e a outra de imagem. Para além desta enorme vontade de criar um projecto coerente e capaz de vingar, mesmo em tempo de crise, tanto a Cristina como a Filipa precisam, por motivos pessoais e de feitio, de bons desafios. Mais tarde, mas não muito mais tarde porque esta equipa pensa e concretiza rapidamente, juntou-se ao projecto a fotógrafa Sara Constança, referência no meio, que com a mesma vontade e estado de espírito, também fez da Grow Grow Baby Grow um seu desafio.
A colecção Primavera/Verão está pronta, divulgada, e em parte vendida, tanto em Portugal como lá fora. A colecção de Outono/Inverno está a ser trabalhada com os mesmos cuidados e entusiasmo que foram postos na primeira colecção. Não poderia ser de outra forma...Todas as peças são feitas em Portugal e a nossa aposta está na sua qualidade e originalidade. Tal como é dito no Facebook, por enquanto a plataforma escolhida para divulgação da marca, "Para alem da questão estética acreditamos ser essencial usar malhas de qualidade e por isso todas as nossas peças são 100% algodão". E como somos portuguesas, felizes e orgulhosas por sê-lo, também os nossos babygrows são 100% made in Portugal.Entretanto, está a ser desenvolvido um website, em 4 línguas, fiel à imagem da Grow Grow Baby Grow, para chegar a mais clientes, cá e lá, seja este là onde for.Quanto maior for a divulgação, maiores serão as possibilidades de desenvolvimento deste projecto, quanto mais gente souber da Grow Grow Baby Grow, mais potenciais clientes. Estamos disponíveis para conversar, mostrar as peças, contar mais e melhor sobre a Grow Grow Baby Grow.
Grow Grow Baby Growgrowgrowbabygrow@gmail.com
Filipa Gusmão Piroto 915520003
Cristina Bruno Soares 917802694
Sara Constança 919002992
Tenho uma dúvida (várias, aliás)
A Carmo trouxe para estudar a divisão administrativa do território onde estão referidos os Governos Civis.
Já percebi que a extinção definitiva tem que passar por uma alteração à Constituição mas a não nomeação de governadores civis e o texto dessa resolução (aqui) não são suficientes para admitir que este órgão já não faz parte do poder local?
O que devem os professores fazer nestes casos? Não dar essa matéria? Explicar que não é bem assim e que o governo está a repensar a divisão? Dar a matéria tal qual está no manual?
(Antes de perceber que era necessário alterar a constituição, disse à miúda que aquilo estava errado e escrevi a lápis no livro que os GC já não estão em funções....)
Foi dia da mãe e a Carmo fez a primeira comunhão
A marca Aptamil Junior vai promover a 1ª corrida de bebés em Portugal, distribuir prémios e presentear o grande vencedor com um vale no valor de 250 euros! A iniciativa começa já este sábado, dia 5 de Maio, no Centro Comercial CascaiShopping.
Com o objetivo de fomentar momentos de lazer e divertimento entre mães e filhos e incentivá-los a praticar atividades saudáveis desde tenra idade a Aptamil Junior apresenta, numa edição sem antecedentes, o concurso Corrida de Bebés, a decorrer durante o mês de Maio.
Destinado às mães com filhos entre um e os três anos de idade, a 1.ª Corrida de Bebés em Portugal, pelo seu carácter lúdico, desafia as famílias a desfrutarem de uma ocasião única na companhia dos mais novos. As corridas serão divididas em três escalões de idades:
Durante o evento, a marca terá presentes especialistas em nutrição infantil que prestarão esclarecimentos sobre questões que os pais possam ter no que respeita à alimentação dos seus filhos.
A caminhar ou a correr, as mães vão fazer parte de uma ação inédita com o seu bebé. Depois do CascaiShopping, Aptamil Junior vai reunir as famílias no Centro Comercial GaiaShopping, no dia 12 de Maio, no Centro Comercial NorteShopping, no dia 19 do mesmo mês, encerrando no Centro Colombo, no dia 26 de Maio.
Para participar nas corridas, que terão lugar entre as 10h e as 17h de cada dia, as mães podem inscrever-se gratuitamente, num balcão específico disponível em cada Centro, imediatamente antes de entrarem com os seus filhos na prova.
No final de cada corrida, todos os participantes recebem uma oferta simbólica da marca, que corresponde a um babete e um diploma de participação. Em cada Centro, serão nomeados três vencedores por cada escalão, sendo o primeiro lugar destacado com produto Aptamil Junior grátis durante seis meses e o segundo e o terceiro lugares com produto Aptamil Junior grátis durante um mês. Já o vencedor de cada escalão no conjunto dos quatro centros comerciais será distinguido com um vale no valor de 250 euros para descontar na rede de lojas Sonae.
Esta ideia é engraçada e eu desafio a marca a promovê-la noutros lugares do país. Mães de Cascais, Gaia, Lisboa e Porto: ide aproveitar!
Estou muito contentinha com esta chuva e frio e todos os dias tenho feito um esforço para me conter sempre que me cruzo com as almas penadas que não param de se queixar do tempo.
Como sabeis, odeio profundamente a primavera. Nem sei explicar bem porquê, é uma embirração de nascença, não curto o meio termo.
Aqueles calores de Março tiraram-me do sério e confesso que acendi umas velinhas a suplicar mais uns dias de inverno. Ei-los! Não fosse ter magotes de roupa a apanhar bolor por não secar, continuaria as minhas preces pela demora do bom tempo. Isso e o facto de no próximo Domingo ter que me vestir de cavas para a primeira comunhão da Maria terceira. Já podia melhorar um bocadinho... Mas não muito, que os pólenes andam sem libido e nem ligam à miúda (miúda Inês tem asma e é altamente alérgica aos pólenes. E às árvores, seja lá isso o que for).
Sei que pagarei cara esta chuva - aos primeiros raios de sol (e de vento) este verde todo vai florir e #$%%& o sistema à miúda que espirrará sem fim, e tossirá com um pequeno cão, e ficará com a pele feita num oito. Mas nessa altura já a Primavera irá a mais de meio. E neste caso,antes metade do que o todo.
(Nada a ver com o passado. Maravilhosa vacina)
Este texto também pode ser lido no blogue do ConsultaClick, que dedicou o mês de Abril às alergias.
Quando cheguei ao Pingo Doce havia filas intermináveis e prateleiras vazias. Fiquei frustrada, claro, até porque podia ter ido mais cedo dado que sabia da campanha desde o dia anterior. Adiante, a vida continua e hoje à hora de almoço as prateleiras da loja que visitei estavam repostas e compostas (não precisava mesmo de comprar cereais. A curiosidade de ver a loja depois do caos era mais do que muita)
Neste blogue, e neste post, não se farão quaisquer críticas à campanha. Daqui sairão apenas elogios, que é o que se deve fazer a uma ideia genial, que ultrapassou as expectativas de quem a magicou e que pôs o Pingo Doce, literalmente, nas primeiras páginas de todos os jornais. O pouco ou inexistente lucro (no qual não acredito), já foi ganho em publicidade.
Os funcionários trabalharam num feriado. Olha, os maquinistas dos comboios e o padeiro que me deixa pão à porta também. Era 1 de Maio. Maravilha: era feriado, chovia, o povo não foi à praia e encheu as lojas. Eu, se fosse dona dum supermercado, gostava de ter tido esta ideia.
Ah e tal mas o dia do trabalhador.... E os direitos dos trabalhadores não são para respeitar todos os dias? O 1º de Maio não é um dia, é um conceito que agrega a aquisição de uma série de direitos dos trabalhadores (Começou tudo com umas manifestações e greves nos EUA onde nem sequer é feriado).
Num país em que este dia se comemora maioritariamente com manifestações e reivindicações promovidas por sindicatos que não se entendem entre si, e onde grande parte da população não tem trabalho, eu acho muito bem que quem pode e queira, arregace as mangas e trabalhe. Ah e tal mas há pessoal dos PD que nem queria ir trabalhar ontem e teve que ir. A mim também não me apetece ir trabalhar amanhã e vou. Há empregos em que se trabalha aos Domingos e feriados. É a vida.
Venderam abaixo do preço de custo? Fizerem eles muito bem! É dumping? Não sei nem me interessa. Eu, que aproveito cada cêntimo de cada promoção, devo estar prestes a ser multada por colaboração em ações de dumping. Os puristas do dumping não voam na Ryanair? (alguém acredita que uma viagem a Madrid por 2,99€ está acima do preço de custo? Ou não usam cartão continente onde acumulam 75%? ou nunca compraram um compre 2 leve 3? Engana-me que eu gosto!)
Dito isto, a mim não me apanham desprevenida outra vez. Saiba eu de outra do género que me planto à porta de véspera para ser a primeira a entrar. E espero que a concorrência ponha os olhos nesta ideia e parta para a luta.
Para desgosto das crianças cá de casa, fui inflexível na escolha dos nomes. Não quero fofinho, peludo e branquinha.
Em grande homenagem às amigas MCC, serão Passos, Gaspar e Cristas.
(apesar das alternativas Vitorino, Paulo e Janita, New kids on the block, Salgueiro, Maia e Marcelo, Liberdade, Capitão e Abril ou Pim, Pam e pum terem sido brilhantes)
Hoje a minha filha mais velha andou de tgv. Eu nunca andei de tgv.
Foi para Saragoça. Eu nunca fui a Saragoça.
Não tem mais milhas do que eu porque eu já fui a um sítio muito longe mais do que uma vez. Mas tem 13 anos e aos 13 anos o mais longe que eu tinha ido era Ayamonte e aí ela também já foi.
As mães podem ter inveja dos filhos?
- Quando as pessoas morrem quem é que lhes tira a pele para ficar só o esqueleto?
- Glup...
- É com uma faca?
- Duplo glup
- Porque é que o meu avô já morreu?
- Porque estava velhinho
- Mas há pessoas velhinhas que não morreram
- Os mortos morrem como?
- Ai... Adormecem e não acordam
- Tinham sono?
- Sim
- E depois morrem com os braços abertos e a língua de fora?
- E o meu outro avô também morreu, pois foi?
- Pois foi
- E como é que ele era?
- Eu não o conheci, só vi fotografias...
- Não conheceste porquê? Estavas morta?
- Não, se estivesse morta não estava aqui agora
- Porquê?
- Queres ver um filme ou fazer plasticina?
- Um filme de caveiras?
Uma gata com um ano pode emprenhar?
Uma gata com um ano pode estar prenha sem eu dar conta?
Quanto tempo dura a gestação nos gatos?
Porque é que eu não mandei esterilizar a gata?
Porque é que eu tenho uma ninhada de gatos no pátio?
É normal uma ninhada serem apenas três? Haverá outros perdidos na relva?
Um é nitidamente mais magro e fraco que os outros. Vai sobreviver?
O que é que eu fiz para merecer isto?
O concorrente com as respostas que mais animem a minha vida recebe, obviamente, um destes bichanos.
Prometo imagens assim que consiga digerir toda esta emoção.
E sim, já pus os bichos numa caixa quentinha e tirei-os da rua.
Exmo Senhor Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho:
(a quem rogo o favor de transmitir o conteúdo desta carta aos senhores ministros do governo)
Tenho quarenta anos, sou casada e tenho quatro filhos.
Sou funcionária pública, tenho formação superior, trabalho mais horas do que as que me pagam e tento ser feliz na instituição pública onde passo, em cada dia, mais horas do que aquelas que passo com os meus filhos.
Nunca me neguei a contribuir para o crescimento económico do meu país mas ganho menos de mil euro por mês. O meu marido também.
Os meus filhos frequentam escolas públicas, são excelentes alunos apesar das péssimas condições dos edifícios. Trabalham muito, estudam, querem ser pessoas excecionais e nós, como família, promovemos o esforço, o sucesso, a procura de um mundo melhor.
Não temos dívidas ao fisco apesar da conta ordenado estar quase sempre abaixo de zero, tentamos não usar cartões de crédito, separamos os lixos, não abrimos a boca quando nos sobretaxaram o 14º ordenado, vamos ter férias mais parcas este ano. Tudo isto em prole deste nosso país.
Ou seja, temos tentado entender a necessidade dos esforços como medida de combate à crise e para bem de um país melhor para os nossos filhos.
A custo, e porque corre dentro de mim uma pequena veia revolucionária, pus-me fora de greves, manifestações e indignações. Porque, mais uma vez, e ingenuamente, acreditei na necessidade do esforço.
Eu sou uma pessoa de bem mas aviso já que quando me salta a tampa sou capaz de tudo.
Disto, por exemplo. De expor a minha vida desta forma, gritar a discórdia, e ir até onde for preciso para que me ouçam, me expliquem as regras e me digam que justiça e democracia é esta onde escolhi que os meus filhos cresçam.
O facto:
Candidatei-me à isenção do pagamento de taxas moderadoras. Antes de o fazer, li de fio a pavio a Portaria Nº 311-D/2011 mas pareço não ter compreendido o artigo 4º - Regras de capitação: O valor do rendimento médio mensal do agregado familiar é apurado mediante a consideração do conjunto dos rendimentos das pessoas que o constituem em função da capitação correspondente ao número de sujeitos passivos, a quem incumbe a direcção* do agregado familiar, nos termos do artigo 13.º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS).
Talvez não o tenha lido com a atenção merecida, tendo assumido que “agregado familiar” respeita a todos os membros da família. Na verdade, à primeira leitura, não percebi bem o significado de “em função da capitação correspondente ao número de sujeitos passivos, a quem incumbe a direcção do agregado familiar” mas nunca pensei que fosse exatamente o disparate que depois se veio provar ser.
Na minha ignorância, preenchi o formulário, aguardei pacientemente e eis senão quando recebo uma carta de resposta que não reconhece o direito à dita isenção.
Nessa carta estranhei o parágrafo que remetia para a portaria que eu tinha lido com tanta atenção. Não me lembrava de ter lido que “Estão isentos de pagamento de taxas moderadoras e de outros encargos com prestações de saúde, os utentes que integrem agregado familiar cujo rendimento médio mensal, dividido pelo número de pessoas a quem cabe a direção do agregado familiar (sujeitos passivos ao nível da declaração de IRS), seja igual ou inferior a 628,83€ (1,5 vezes o valor do indexante de apoios sociais).”
Foi então que percebi que ter-me candidatado à isenção havia sido uma perda de tempo e de dinheiro, meu e dos cofres do estado. Nosso, do país, portanto.
Nem sequer vale a pena preencher o requerimento de reclamação…
Não compreendo grande coisa de legislação mas, mesmo sendo legal, não me parece de grande correção justificarem-me a não isenção, em itálico, numa referência inexistente. Onde é que estava escrito o que agora me dizem na carta? (Estava por outras palavras, é isso? E eu não pedi ajuda especializada na interpretação da portaria. Não era mais fácil terem sido claros logo à partida?)
Apesar de conformada com o facto de ter que continuar a pagar cada vez que vou ao centro de saúde para uma das minhas filhas levar uma injeção mensal de uma vacina caríssima, que tenho que comprar fora do pais por não existir similar nacional, vacina essa que nos libertou de idas recorrentes a urgências hospitalares e da compra de uma série de medicamentos, não posso deixar de manifestar a minha indignação pela forma absurda que está na base desta discriminação.
Passo a explicar, e utilizo um exemplo, para ser mais clara: O Pedro e a Sofia são casados, não têm filhos, ganham mensalmente 600 euros cada um, 1200 no total. Estão ambos isentos do pagamento de taxas moderadoras. O João e a Rita recebem por mês 650 euros cada e têm 4 filhos, 1300 euros no total, 216,2 euros per capita. Não estão isentos.
(Salvo os filhos menores de 12, porque aos 13 deixam de estar isentos… Supor-se-á que aos 13 deixam de poder estar doentes? Ou que aos 13 devem, de alguma forma, contribuir para o rendimento do agregado?)
Isto de os filhos não entrarem para o cálculo da isenção tem alguma lógica? Se tem, explique-me por favor. Mas em português claro, que para me baralhar já bastou o artigo 4º da Portaria.
Já agora, e porque dias depois de ter recebido a carta, assisti à notícia da isenção das taxas moderadoras para os novos desempregados, tenha a bondade de me fazer chegar mais essa explicação. Se bem que ainda não tenha dado pela publicação em DR desta nova medida (que me parece vir repor, se não no todo pelo menos em parte, uma medida que já havia vigorado), li em diversos jornais acerca da sua aprovação em Conselho de Ministros. Quero acreditar que falta informação naquilo que li, textos dos quais depreendo (espero que erradamente) que todo o desempregado com subsídio inferior a 628,38 euros por mês está automaticamente isento, bem como o seu cônjuge e descendentes menores. Mesmo que o cônjuge ganhe 3000 euros por mês? Mesmo que os menores tenham mais de 12 anos? Diga-me que não, ou deixo, de uma vez por todas, de acreditar na democracia.
Cumprimentos cordiais,
Rita Quintela
23 de Abril de 2012
*Direcção, no original. (Sugiro reavaliação das regras de aplicação do acordo ortográfico)
. carmo
. maria
. inês
. loja
. escola
. eu
. natal
. amigos
. ecologia
. livros
. maleitas
. tricot
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